2025 me ensinou a caminhar com mais leveza. Depois de anos intensos, encontrei um tipo de calma que não conhecia. Não é cansaço, é um silêncio bom. Um olhar mais amplo sobre o que realmente importa.
Nem tudo foi fácil em 2025. Algumas frentes se fecharam, caminhos mudaram, e a vida, com sua sabedoria afiada, me mostrou que, às vezes, o que parece fim é apenas uma curva. Mas, mesmo entre perdas e reveses, vivi momentos de presença verdadeira. Um novo neto está a caminho. Viajei com quem amo. Fiz mais pausas. E, pela primeira vez em muito tempo, me senti mais inteiro.
Sinto que estou diferente. Mais sereno, mais próximo do essencial. A alegria deste ano não veio da euforia, mas da aceitação. É fruto da resiliência do ano anterior e da capacidade de seguir em frente sem querer controlar tudo. Talvez seja isso que a experiência nos oferece: a beleza de não precisar lutar o tempo todo.
Gosto dos saberes estoicos. A paz nasce da sabedoria de separar o que depende de nós daquilo que não depende. O verdadeiro poder é interno, e a clareza vem mais da quietude do que do barulho. No fim, só vê longe quem sabe esperar.
E, num país que viverá um ano agitado com eleições, Copa, muitos feriados e urgências, é da calma que eu quero ser mensageiro.
Por isso, a cor de 2026 é o BEGE. A tonalidade da lã natural, não tingida, sem excessos. Cor que não se impõe, mas que se faz presente. O bege é o pano de fundo da sabedoria. Daquilo que permanece.
Escolho a Alegria Serena. Porque o mundo precisa de quem enxerga com paz.
2026 – Alegria Serena, Alegria Bege.
Roberto Vilela
