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Depressão: Aceitar como doença é fundamental para a cura

RV Ímola 19/04/2017
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Uma sequência de pensamentos negativos, apatia para as tarefas do dia a dia, cansaço físico, insônia e dores no corpo são sintomas comuns em pacientes com depressão. A síndrome, que atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo e 11,5 milhões no Brasil, é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e o número de diagnosticados vem aumentando a cada ano, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Apesar da enorme incidência entre a população mundial, falar sobre depressão e, principalmente, aceitar-se como um enfermo ainda é um tabu, muito por conta da falta de informação sobre essa doença. Vista num primeiro momento como tristeza pontual – por conta de alguma experiência negativa vivida pelo paciente; a depressão é uma doença física, ligada ao desequilíbrio químico dos neurotransmissores, cujos efeitos podem causar tantos danos à vida social da pessoa, que o isolamento e a falta de motivação para as tarefas do cotidiano tendem a fazê-la crescer com o passar do tempo, caso não seja feito o tratamento correto.

O diagnóstico de depressão pode vir de um clínico geral ou um psiquiatra, sendo que, com este último, o tratamento alia o uso de medicamentos antidepressivos com a prática de psicoterapia.

O uso de remédios antidepressivos é outro tema que gera muitas dúvidas. Quando usados corretamente e recebem acompanhamento médico, são bastante eficazes. O problema se dá no uso irrestrito, que podem levar o paciente ao vício e a diversos efeitos colaterais, como ganho ou perda de peso, insônia, ansiedade, náuseas, disfunção erétil, entre outros. Por isso, jamais tente o automedicamento e procure sempre a orientação de um especialista.

A classe mais utilizada de antidepressivos são os ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), como a fluoxetina, o citalopram e a paroxetina. Seu efeito não é imediato e requer de 10 a 20 dias para se instaurar.

 

Prevenção

As causas da depressão podem ser inúmeras e são constantemente debatidas pela classe médica. A mais conhecida é o estresse, que vem do acúmulo de preocupações e frustrações, muitas vezes pelo excesso de trabalho. No entanto, a depressão também pode ser causada por fatores internos, como distúrbios hormonais, doenças, fatores genéticos ou falta de vitamina D.

Por isso, cuidados no dia a dia, como a alimentação saudável, a prática de esportes e momentos de lazer ajudam a prevenir a doença.

 

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