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Hipertensão – uma doença silenciosa

RV Ímola 17/05/2017
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Quando o nosso coração bate – e depois relaxa –, exerce uma força sobre as artérias responsável por fazer o sangue circular pelo corpo. Mas se os vasos estiverem estreitos demais, a pressão sanguínea aumenta, podendo, em situações elevadas, resultar em complicações no cérebro, no coração e nos rins. Esta é a doença chamada hipertensão, que atinge um a cada quatro adultos no Brasil (cerca de 13 milhões de pessoas), em especial, os maiores de 60 anos.

A pressão alta é uma das principais causas de infarto do miocárdio, insuficiência renal e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Em 90% dos casos, são hereditárias. O restante pode ser associado a doenças como insuficiência renal, hipotireoidismo e diabetes.

A doença atua de forma silenciosa ao longo da vida. E os sintomas só se tornam aparentes quando algum órgão é atingido. Nesse momento, é comum que os pacientes sintam dores no peito e na cabeça, fraqueza, tontura, falta de ar e passem a suar em excesso. Mas a presença desses sintomas não significa necessariamente uma crise de hipertensão, assim como a ausência deles tampouco assegura um estado saudável. A única forma de saber se a pressão sanguínea está equilibrada é através da medição por aparelhos.

 

Diagnóstico

A medição da pressão deve ser feita com cuidado. Para ter um resultado preciso, o paciente deve estar relaxado, com a bexiga vazia e não ter ingerido bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumado nos 30 minutos anteriores.

Se o valor da medição estiver abaixo de 120/80 mmHg, significa que o paciente está saudável. Quando o resultado ultrapassa o índice de 140/90 mmHg, estamos diante de um quadro de hipertensão.

 

Tratamento

A hipertensão não tem cura. Mas possui tratamento que, quando seguido à risca, proporciona uma vida normal aos portadores da doença. O tratamento envolve uso de medicamentos, prática de atividades físicas e alimentação saudável. Esses dois últimos quesitos, relacionados ao estilo de vida, são fundamentais para reverter o quadro. Já o uso de remédios só deve ser feito sob a orientação de um médico. Medicação feita de forma incorreta pode agravar ainda mais o estado do paciente.

 

Mudança de hábito

Ninguém está imune à hipertensão. Os hábitos de vida e alimentação são determinantes para a prevenção da doença. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, de sal e de gorduras, tabagismo, a obesidade, o estresse e o sedentarismo são fatores que podem levar ao aumento da pressão.

Comer alimentos ricos em Ômega 3 e fibras, cálcio e vitaminas B (como peixes, aveia, leite, couve e limão) também contribuem para a saúde cardíaca e a prevenção à hipertensão.

 

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